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	<title>BLOG DO FÁ SAMORI</title>
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	<description>As experiências, sensações e aventuras de alguém que saiu do Brasil para experimentar o mundo.</description>
	<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 15:06:25 +0000</pubDate>
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		<title>Big Plans</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 15:06:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Bem meus amigos e leitores hoje chegou a hora de falar para voc&#234;s algo que tenho certeza que ser&#225; um dos maiores passos que j&#225; dei em minha vida. Tenho um motivo especial para isso, pois o ve&#237;culo capaz de me transportar nesse sonho, nessa aventura e nesse &#8220;doutorado&#8221; chegou hoje. Minha nova bicicleta est&#225; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem meus amigos e leitores hoje chegou a hora de falar para voc&ecirc;s algo que tenho certeza que ser&aacute; um dos maiores passos que j&aacute; dei em minha vida. Tenho um motivo especial para isso, pois o ve&iacute;culo capaz de me transportar nesse sonho, nessa aventura e nesse &ldquo;doutorado&rdquo; chegou hoje. <br />Minha nova bicicleta est&aacute; aqui olhando para mim. N&atilde;o vou entrar no m&eacute;rito da bicicleta propriamente dita, pois isso ser&aacute; assunto de um outro blog que comecei a escrever e vai tratar aprofundadamente desse assunto. <br />&Eacute; engra&ccedil;ado para mim, pois me faltam palavras para dizer o que quero. Faltam, por um lado, porque para muitos leitores que eventualmente n&atilde;o me conhecem, isso poder&aacute; n&atilde;o significar grande coisa. Fico com receio de super especular algo que &eacute; important&iacute;ssimo para mim, mas que mesmo para quem me conhece, n&atilde;o trar&aacute; muita coisa. <br />O fato &eacute; que depois de muito planejarmos, muito conversarmos e divagarmos sobre o que far&iacute;amos enquanto a Ju estivesse fazendo seu doutorado, chegamos a conclus&atilde;o que passaremos esse tempo (o do doutorado dela) morando em locais diferentes. Ela optou por um curso que acontecer&aacute; em tr&ecirc;s pa&iacute;ses diferentes: Reino Unido, Alemanha e Fran&ccedil;a. Seria muito dif&iacute;cil, por mais que me expresse bem, conseguir emprego nos dois &uacute;ltimos pa&iacute;ses, pois n&atilde;o falo &ldquo;bulhufas&rdquo; de ambos os idiomas. Tamb&eacute;m n&atilde;o me agrada muito o fato de ficar sem trabalhar ou sem fazer outra coisa e vivendo na aba da minha esposa por tanto tempo. Nada de machismo a&iacute; pessoal, por&eacute;m, acredito (ali&aacute;s tenho certeza) que se fosse o contr&aacute;rio a opini&atilde;o da Ju seria exatamente a mesma que a minha. <br />Assim quando a Ju for partir para o doutorado dela, vou partir para o meu: vou sair da Esc&oacute;cia e seguir para o Brasil de bicicleta. <br />Ah sim, tem o Oceano Atl&acirc;ntico para atravessar? Errado, vou atravessar o Pac&iacute;fico, do Jap&atilde;o para o Alasca. Ou seja, vou fazer o caminho pelo &ldquo;lado contr&aacute;rio&rdquo;. Os detalhes dessa viagem estar&atilde;o no blog http://ciclonavegando.blogspot.com e qualquer um poder&aacute; acompanhar tudo, desde toda essa fase de planejamento at&eacute; a hora de estar com o p&eacute; na estrada mesmo. <br />Uau falei! Que al&iacute;vio publicar isso. Voc&ecirc;s nem imaginam. Gostaria de falar antes, mas h&aacute; uma s&eacute;rie de fatores a se levar em conta quando se fala de algo assim, principalmente para a fam&iacute;lia. Bom, agora &eacute; com voc&ecirc; para acompanhar al&eacute;m desse o outro blog, que agora no come&ccedil;o est&aacute; contando sobre como comecei o cicloturismo e logo mais vai come&ccedil;ar a detalhar os preparativos da grande viagem. Voc&ecirc; &eacute; meu convidado para me acompanhar&#8230; pedalando, inclusive. Sinta-se a vontade. </p>
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		<title>Nova Casa, Velhos Hábitos</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 15:05:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#201; bom estar em casa nova. De fato, de fato o apartamento n&#227;o &#233; novo. &#201; realmente bastante antigo, como a maioria das constru&#231;&#245;es por aqui. Mas casa velha por casa velha, nossa casinha no Brasil tem j&#225; l&#225; seus 70 aninhos. Mudamos h&#225; cerca de duas semanas e fizemos um acordo com o dono: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&Eacute; bom estar em casa nova. De fato, de fato o apartamento n&atilde;o &eacute; novo. &Eacute; realmente bastante antigo, como a maioria das constru&ccedil;&otilde;es por aqui. Mas casa velha por casa velha, nossa casinha no Brasil tem j&aacute; l&aacute; seus 70 aninhos. <br />Mudamos h&aacute; cerca de duas semanas e fizemos um acordo com o dono: um desconto mensal no aluguel em troca de uma limpeza, pintura nova e uma pequena melhoria no piso de madeira. Valeu a pena, mas cansou. <br />Pr&aacute; come&ccedil;ar, n&atilde;o consegui entender como uma pessoa (o ap&ecirc; era habitado por uma garota japonesa) pode viver em condi&ccedil;&otilde;es de sujeira como as que encontramos aqui. Achamos de dinheiro a camisinha usada no ch&atilde;o. O microondas era forrado de molho curry. E Por a&iacute; vai. <br />No setor de manuten&ccedil;&atilde;o predial, a antiga moradora usou bom-bril para fechar cada v&atilde;ozinho existente entre o assoalho e os rodap&eacute;s. N&atilde;o entendi o porqu&ecirc; disso. Pavoroso. Longos peda&ccedil;os de silver tape cobriam largas frestas no assoalho (que havia sido removido e recolocado anteriormente para a instala&ccedil;&atilde;o de um novo sistema de aquecimento). <br />Usamos uma semana de folga no trabalho para limpar, pintar e colocar tudo em ordem e fazer tudo direito. Valeu. <br />Por&eacute;m, a gente nota que mesmo estando a dist&acirc;ncia que for de nossa terra, mesmo tendo op&ccedil;&otilde;es diferentes de fazer as coisas, mesmo tendo contato e aprendido coisas que nunca imagin&aacute;vamos, nossas manias, nossos gostos permanecem. Nosso novo apezinho tem as mesmas cores (quase) que nossa casa brasileira (fomos perceber isso depois de terminado). Nosso h&aacute;bitos na cozinha, nos nossos afazeres em casa s&atilde;o id&ecirc;nticos aos de antes. Tudo permanece igual em nosso pr&oacute;prio mundo. N&atilde;o interessa se o mundo em que voc&ecirc; est&aacute; mudou ou &eacute; completamente diferente de antes. Interessante&#8230; </p>
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		<title>Olá Querido Blog</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 15:04:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fasamori</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Ol&#225; meu querido blog, quanto tempo. 
Faz realmente bastante tempo desde o &#250;ltimo post. N&#227;o que n&#227;o tenha tido inspira&#231;&#245;es, mas eles t&#234;m vindo e ido de uma forma mais r&#225;pida. Acho que se tornaram mais vol&#225;teis talvez. Nada de mal, apenas esse simples fato. Talvez meus planejamentos, nossos planejamentos por aqui &#233; que tenham [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ol&aacute; meu querido blog, quanto tempo. </p>
<p>Faz realmente bastante tempo desde o &uacute;ltimo post. N&atilde;o que n&atilde;o tenha tido inspira&ccedil;&otilde;es, mas eles t&ecirc;m vindo e ido de uma forma mais r&aacute;pida. Acho que se tornaram mais vol&aacute;teis talvez. Nada de mal, apenas esse simples fato. <br />Talvez meus planejamentos, nossos planejamentos por aqui &eacute; que tenham afetado tamb&eacute;m a baixa freq&uuml;&ecirc;ncia dos meus textos&#8230; Mas sem lam&uacute;rias. <br />Estamos com algumas novidades. A mais importante delas talvez seja que mudamos de apartamento. Sa&iacute;mos daquele que era na verdade uma kitchinete e viemos para um apartamento (flat como s&atilde;o chamados aqui) propriamente dito. Pequeno, mas ainda assim um apartamento, com sala, quarto, banheiro e cozinha. Estamos muito confort&aacute;veis e felizes por aqui, nessa nova casinha. <br />Dei uma relaxada. Peguei uns conselhos de muitos e entrei num estado de paz de esp&iacute;rito muito mais interessante que o eterno conflito que estava sempre em minha cabe&ccedil;a &ldquo;esse trabalho &eacute; pouco para mim&rdquo;; &ldquo;e depois disso tudo o que faremos?&rdquo;; &ldquo;n&atilde;o estou sendo reconhecido pela minha forma&ccedil;&atilde;o e capacidade.&rdquo; E baboseiras desse tipo. Sim sempre &eacute; bom nos questionarmos, por&eacute;m, quando nossas metas, nossa vida &eacute; regida por quest&otilde;es que lhe deixam inquieto, paz de esp&iacute;rito &eacute; a &uacute;ltima coisa que ter&aacute;. E vai ser cansativo, pode apostar. <br />Relaxei. Acordei e vi que estamos na Europa. Que se ficar pensando nessas coisinhas n&atilde;o viverei meu momento e ficarei esperando pelo futuro. Temos muito o que conhecer por aqui, muito o que experimentar. Precisamos do trabalho para ter dinheiro para fazer o que queremos&#8230; mas no fim das contas &eacute; um bom emprego. N&atilde;o &eacute; mole, mas d&aacute; pr&aacute; tirar de letra. <br />Comecei a voluntariar em um dos meus dois dias de folga. Apenas por algumas horas. Meu trabalho volunt&aacute;rio &eacute; com algo que realmente me empolga, com bicicletas. Bike Station &eacute; o nome dessa ONG, que (acho que j&aacute; comentei por aqui, mas em todo o caso) recebe bicicletas usadas (doa&ccedil;&otilde;es), as desmonta e utiliza as boas pe&ccedil;as na montagem de outras bicicletas. As bicicletas montadas s&atilde;o vendidas todos os s&aacute;bados, quando h&aacute; fila de gente na porta esperando abrir. Al&eacute;m disso a Bike Station promove cursos de mec&acirc;nica de bicicleta gratuito para jovens. Esse curso &eacute; dado na pr&oacute;pria ONG e os jovens montam uma bicicleta inteirinha desde o zero. Detalhe, cada um monta a sua, e ao final do curso ficam com as bicicletas, que s&atilde;o zero quil&ocirc;metro e compradas pela Bike Station financiadas pelo fundo de loterias do Reino Unido. Entrei em contato com a ONG por outra atividade que acontece por l&aacute;, que &eacute; chamada de Conserte sua Pr&oacute;pria Bike, na qual todas as quartas-feiras voc&ecirc; aluga uma bancada, um cavalete para por a bike e ferramentas, por 3 pounds a hora e concerta, limpa, enfim, faz o que quer fazer com a sua pr&oacute;pria bicicleta. <br />Meu trabalho tem sido desmontar as bicicletas que chegam e separar as boas pe&ccedil;as e as pe&ccedil;as que s&atilde;o encaminhadas para reciclagem. &Agrave;s vezes &eacute; meio triste &ndash; exagerando um pouco &ndash; pois desmonto bicicletas lindas, muitas antigas, por&eacute;m, enferrujadas e sem chances de terem suas partes compradas por algu&eacute;m (sim l&aacute; tamb&eacute;m se vendem pe&ccedil;as usadas). <br />Tenho aprendido um pouco mais sobre mec&acirc;nica de bikes e visto muita coisa que n&atilde;o existe no Brasil. Tem sido uma higiene mental excelente. <br />Outra coisa que tem feito bem &eacute; estar morando um pouco mais longe do trabalho, agora 1,7km. &Eacute; bastante se comparado &agrave; dist&acirc;ncia que percorria antes (menos de 100m) e me faz ver um pouco de cidade, de gente. <br />Tenho reparado mais na temperatura que j&aacute; come&ccedil;a a cair, na implacabilidade das esta&ccedil;&otilde;es do ano bem marcadas com as &aacute;rvores j&aacute; perdendo suas folhas ap&oacute;s uma semana de outono, na beleza dos pr&eacute;dios, na educa&ccedil;&atilde;o dos motoristas na simpatia das pessoas. <br />Edimburgo tem sido mais a minha casa agora. </p>
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		<title>Amigo Primo Amigo</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Sep 2008 15:02:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fasamori</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Pois &#233;&#8230; j&#225; havia dito que &#233; bom ter e ler os coment&#225;rios aqui no blog. Foi de um desses que veio uma das sacadas mais geniais que tive contato em algum tempo. Calma, n&#227;o &#233; uma inven&#231;&#227;o revolucion&#225;ria. N&#227;o &#233; algo capaz de mudar a vida de ningu&#233;m (exceto, talvez a minha). Foi apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois &eacute;&#8230; j&aacute; havia dito que &eacute; bom ter e ler os coment&aacute;rios aqui no blog. Foi de um desses que veio uma das sacadas mais geniais que tive contato em algum tempo. Calma, n&atilde;o &eacute; uma inven&ccedil;&atilde;o revolucion&aacute;ria. N&atilde;o &eacute; algo capaz de mudar a vida de ningu&eacute;m (exceto, talvez a minha). Foi apenas um pensamento, uma opini&atilde;o, que deve modificar profundamente como tenho vivido e enxergado as coisas por aqui. <br />Alexandre Samori &eacute; meu primo. Sempre nos demos muito bem. Na inf&acirc;ncia fomos muito pr&oacute;ximos e todas as f&eacute;rias escolares &iacute;amos passar semanas na casa um do outro. Compartilh&aacute;vamos muitas coisas e id&eacute;ias. &Eacute;ramos crian&ccedil;as e gost&aacute;vamos de brincar andando de bicicleta, brincando com nossos carrinhos de autorama, inventando coisas para fazer. &ldquo;Nossas casas&rdquo; eram muito diferentes, o que aumentava o interesse um do outro em ir para a casa do primo: os pais dele, meus tios, trabalhavam fora o dia todo. Fic&aacute;vamos sozinhos e faz&iacute;amos o que quer&iacute;amos em sua casa em S&atilde;o Bernardo. Na minha casa a coisa era diferente. N&atilde;o era &ldquo;menos boa&rdquo;, mas t&iacute;nhamos sempre minha m&atilde;e por perto, o que as vezes facilitava uma ida ao cinema ou coisa parecida. <br />Na adolesc&ecirc;ncia acabamos nos afastando um pouco. Durante a &eacute;poca que fizemos faculdade, muito. Ele veio morar no Reino Unido depois de sua faculdade e depois disso passamos alguns anos nos encontrando apenas no natal. <br />Acho que foi de dois anos para c&aacute; que voltamos a nos aproximar. N&atilde;o sei realmente qual o motivo, mas foi algo muito bom de ter acontecido. Hoje quem est&aacute; no Reino Unido sou eu, por&eacute;m sinto meu primo muito mais pr&oacute;ximo de mim que antes. Talvez quase como nos tempos de crian&ccedil;a, infelizmente sem os carrinhos de autorama, que nos divertiram tanto e marcaram aquele per&iacute;odo. Felizmente, por&eacute;m, uma proximidade capaz de dar for&ccedil;a, trocar opini&otilde;es e experi&ecirc;ncias e mais do que isso, (re)conhecer um Amigo que, sem saber. sentia muita falta. <br />O que ele disse? Bem, fica &agrave; vontade para ler os coment&aacute;rios aqui do blog e aproveita e comenta voc&ecirc; tamb&eacute;m! </p>
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		<title>O que é a vida para você?</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Aug 2008 21:50:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fasamori</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[H&#225; quem diga que a vida &#233; amarga. E para esses deve ser mesmo. H&#225; quem diga que a vida &#233; um per&#237;odo pelo qual voc&#234; passa: nasce, cresce, come&#231;a a trabalhar, casa, tem filhos, cria-os, se aposenta e espera pela morte sentado com a boca cheia de dentes (se sobrou algum) e a sala [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>H&aacute; quem diga que a vida &eacute; amarga. E para esses deve ser mesmo. <br />H&aacute; quem diga que a vida &eacute; um per&iacute;odo pelo qual voc&ecirc; passa: nasce, cresce, come&ccedil;a a trabalhar, casa, tem filhos, cria-os, se aposenta e espera pela morte sentado com a boca cheia de dentes (se sobrou algum) e a sala com netos barulhentos quebrando as coisinhas que voc&ecirc; comprou ao longo da vida e hoje servem como lembran&ccedil;as de uma viagem, de um per&iacute;odo de f&eacute;rias. <br />H&aacute; quem passe por toda a vida esperando a sua chance. E esperam. Esperam e quase cansam de esperar&#8230; e a chance nunca aparece. Morrem e a vida passou, mas a chance esperada nunca. <br />H&aacute; quem espere da vida tudo o que imaginou que ela lhe traria, mas esqueceu-se que todo o imaginado envolvia pessoas e pessoas, bem&#8230; Cada pessoa espera da sua pr&oacute;pria vida o que bem entender. S&atilde;o poucas, ou problem&aacute;ticas, as que vivem em fun&ccedil;&atilde;o de outrem. Isso pode ser at&eacute; definido como um tipo de rela&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica. <br />H&aacute; aqueles que n&atilde;o se bastam e precisam envolver outras pessoas para projetar seus anseios, suas ansiedades, suas frustra&ccedil;&otilde;es, suas vontades. <br />H&aacute; tamb&eacute;m os ego&iacute;stas que realmente n&atilde;o se importam com muita coisa, al&eacute;m de si mesmos. N&atilde;o se importam se algu&eacute;m est&aacute; feliz, se algu&eacute;m faz o que gosta de fazer. Isso n&atilde;o interessa a esses. Se n&atilde;o convertem algum benef&iacute;cio direto ao ego&iacute;sta, n&atilde;o prestam e ponto final. <br />H&aacute; quem viva a vida inconseq&uuml;entemente e arriscam as suas pr&oacute;prias vidas e as de outros. Esses s&atilde;o ego&iacute;stas? Talvez sim, talvez n&atilde;o. S&atilde;o inconseq&uuml;entes e um dia provavelmente se deparar&atilde;o com as mazelas criadas por seus atos. <br />H&aacute; quem cobice, h&aacute; quem inveje, h&aacute; quem invente, h&aacute; quem extrapole, h&aacute; quem se subverte, h&aacute; quem estude, h&aacute; quem trabalhe muito, h&aacute; quem n&atilde;o goste de trabalhar, h&aacute; quem julgue por impress&otilde;es pr&oacute;prias, h&aacute; que analise profundamente para tirar uma conclus&atilde;o, h&aacute; os espont&acirc;neos, os explosivos, os sortudos, os azarados, os falsos, os verdadeiros, os bitolados, os largados, os certinhos, os que planejam, os ricos de bolso, os ricos de alma, h&aacute; todo o tipo de gente e em todo o tipo de gente h&aacute; todo o tipo de sentimentos. <br />Acredito que cem por cento das pessoas, se n&atilde;o fazem atualmente, j&aacute; tentaram fazer alguma coisa boa, para si pr&oacute;prios ou para os outros. Vivemos num mundo cheio de desigualdades, de viol&ecirc;ncia e injusti&ccedil;as, concordo com quem pensou isso. Por&eacute;m, n&atilde;o tentando defender ou posicionar-me do lado de ningu&eacute;m, mas j&aacute; pararam para pensar que sempre, sem nenhuma exce&ccedil;&atilde;o, os bandidos e os mocinhos tentam fazer o que cada um julga ser o certo? A &oacute;tica de cada um dos lados pode ser distorcida, mas para a realidade de cada um deles, est&atilde;o fazendo o certo. <br />&Eacute; f&aacute;cil exemplificar isso usando algo muito em voga hoje em dia, um ataque terrorista. Os ditos terroristas defendem seus ideais e acham que o que fazem &eacute; certo. Julgam at&eacute; sagrado. A &oacute;tica &eacute; distorcida para quem &eacute; o atacado, mas as inten&ccedil;&otilde;es dos atacantes s&atilde;o absolutamente justific&aacute;veis para eles pr&oacute;prios. <br />Quem &eacute; o mal, quem &eacute; o bem? Quem &eacute; bom, quem &eacute; mau? Depende. <br />Depende de quem v&ecirc;, quem julga e quem participa. <br />Tudo isso &eacute; uma grande fal&aacute;cia e serve, na minha modesta forma de pensar, apenas para tentar exprimir uma coisa que, essa sim &eacute; comum a todos: todos vivem a vida da maneira que mais acreditam que ser&atilde;o felizes. Se voc&ecirc; acha que n&atilde;o ser&aacute; feliz da forma que vive, meu amigo, passou da hora de dar-se um jeito, n&atilde;o acha? </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Putaqueopariu!</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 23:14:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fasamori</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Putaqueopariu! Assim, mesmo, tudo junto, sem ponto, sem pausa para respirar. S&#243; assim para desabafar. Chagamos agora do cinema. Primeira vez em um cinema em um ano e meio. O motivo do palavr&#227;o tem nome: Tropa de Elite, com o t&#237;tulo por aqui de Elite Squad. Como se n&#227;o bastasse convidamos um casal de amigos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Putaqueopariu! <br />Assim, mesmo, tudo junto, sem ponto, sem pausa para respirar. S&oacute; assim para desabafar. Chagamos agora do cinema. Primeira vez em um cinema em um ano e meio. O motivo do palavr&atilde;o tem nome: Tropa de Elite, com o t&iacute;tulo por aqui de Elite Squad. <br />Como se n&atilde;o bastasse convidamos um casal de amigos, ele canadense, ela daqui da cidade, para irem assistir a um filme brasileiro. Que filme! <br />Adverti-os antes de comprar os t&iacute;quetes que foi um filme muito comentado no Brasil, mas que hav&iacute;amos perdido a chance de assisti-lo nos cinemas por a&iacute;. Disse que era um filme pol&iacute;tico, explicitando alguns problemas da pol&iacute;cia no Rio de Janeiro. <br />Sa&iacute;mos os quatro chocados da pequena sala de cinema pr&oacute;ximo de nossa casa. Pior que isso, sem a m&iacute;nima chance de contextualizar o filme de uma maneira mais profunda, tantos os aspectos que o filme aborda envolvidos sob um mesmo tema. <br />O palavr&atilde;o n&atilde;o &eacute; negativo, por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; positivo. Pelo contr&aacute;rio do que possa estar parecendo, a Ju e eu adoramos o filme. Muita viol&ecirc;ncia, sem nenhuma d&uacute;vida, mas muito real tamb&eacute;m. E essa &eacute; a parte que nos angustia. <br />Viver aqui h&aacute; um ano e meio nos deixou muito distantes &ndash; por mais que nos informemos sobre ou por mais que amemos nosso pa&iacute;s &ndash; dos problemas vividos por a&iacute;, da realidade nua e crua. <br />Foi um choque assistir ao filme. Por&eacute;m, lembro-me que tamb&eacute;m foi um choque assistir &agrave; Cidade de Deus, sendo que naquela &eacute;poca nem imagin&aacute;vamos sair do pa&iacute;s. O que passou, ou melhor, o que est&aacute; se passando, no entanto, &eacute; perceber que esses problemas, como os retratados no filme, s&atilde;o t&atilde;o intensos e t&atilde;o intr&iacute;nsecos em nossa sociedade, que &eacute; realmente dif&iacute;cil enxergar uma sa&iacute;da. &Eacute; inimagin&aacute;vel para uma pessoa daqui algumas situa&ccedil;&otilde;es vividas pelos personagens do filme, por exemplo. N&atilde;o por serem ignorantes ou alheios aos problemas do &ldquo;terceiro mundo&rdquo;, mas o que realmente acontece &eacute; que situa&ccedil;&otilde;es como aquelas n&atilde;o fazem, nunca fizeram e nunca far&atilde;o parte da realidade da vida por aqui. Simplesmente o que n&atilde;o se conhece, o c&eacute;rebro humano &eacute; incapaz de compreender num primeiro momento. Tente explicar a um estrangeiro de &ldquo;primeiro mundo&rdquo; o que &eacute; uma favela. Eles n&atilde;o entendem o porqu&ecirc; das pessoas viverem daquela forma. E continuam sem entender, mesmo depois de voc&ecirc; tentar explicar porque aquelas pessoas est&atilde;o ali, porque n&atilde;o saem, porque n&atilde;o saneiam, porque n&atilde;o constroem, porque n&atilde;o exigem do governo um aux&iacute;lio maior, porque n&atilde;o reivindicam seus direitos como cidad&atilde;os, porque n&atilde;o expulsam os traficantes da comunidade e/ou os denunciam &agrave; pol&iacute;cia. Percebam que cada item de d&uacute;vida gera uma s&eacute;rie de outros itens muito dif&iacute;ceis de serem explicados em uma conversa. Acredito que deveria existir um curso universit&aacute;rio com o tema &ldquo;Problemas Brasileiros&rdquo; e talvez em quatro anos fosse poss&iacute;vel dar uma pequena no&ccedil;&atilde;o do que acontece no Brasil. <br />&Eacute; triste por um lado ver e saber que a realidade em certos locais de nosso pa&iacute;s &eacute; exatamente como a encenada no Tropa de Elite. &Eacute; frustrante por outro perceber que &eacute; dif&iacute;cil, quase imposs&iacute;vel, modificar alguma coisa em nossa terra. &Eacute; agonizante pensar que enquanto estamos aqui fora, vivendo uma realidade absurdamente diferente da realidade brasileira, n&atilde;o estamos contribuindo nem com o m&iacute;nimo para que alguma coisa seja resolvida. <br />Senti-me um tanto quanto ego&iacute;sta por estar aqui preocupado com meus planos, com meu trabalhinho, com a mudan&ccedil;a para um flat maior, com a compra de mais uma bicicleta, com meus treinos preparat&oacute;rios para uma competi&ccedil;&atilde;o para vencer os meus pr&oacute;prios limites, enfim, preocupado com coisas que as pessoas realmente deveriam se preocupar &ndash; se n&atilde;o fossem brasileiras (?) &ndash; que &eacute; buscar a sua felicidade, mas que parece algo t&atilde;o pequeno frente a tanta coisa errada que acontece no lugar onde nascemos e onde queremos morrer. </p>
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		<title>Nada não!</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 18:27:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fasamori</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Nossa, que semana chuvosa! E aqui em Edimburgo teve at&#233; enchente! Sim, primeiro mundo sofre com o &#8220;global warming&#8221; tamb&#233;m. O engra&#231;ado &#233; que num dia chove tudo o que era esperado para chover em um m&#234;s. Calma, a parte engra&#231;ada &#233; que &#8220;toda&#8221; essa chuva foi uma precipita&#231;&#227;o de 60mm (sim sessenta mil&#237;metros) antecedidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa, que semana chuvosa! E aqui em Edimburgo teve at&eacute; enchente! Sim, primeiro mundo sofre com o &ldquo;global warming&rdquo; tamb&eacute;m. O engra&ccedil;ado &eacute; que num dia chove tudo o que era esperado para chover em um m&ecirc;s. Calma, a parte engra&ccedil;ada &eacute; que &ldquo;toda&rdquo; essa chuva foi uma precipita&ccedil;&atilde;o de 60mm (sim sessenta mil&iacute;metros) antecedidos de 15mm do dia anterior. Fecharam ruas, interditaram o anel vi&aacute;rio que circunda a cidade e tudo mais. Assim fica mais f&aacute;cil de entender como as ruas s&atilde;o conservadas (em geral) aqui no Reino Unido. Queria ver as trombas d&rsquo;&aacute;gua que enfrentamos na nossa terra tropical aqui. Ia ser um caos. <br />N&atilde;o vou escrever hoje sobre algo espec&iacute;fico. Sim, geralmente quando abro o programa para escrever os textos j&aacute; tenho tudo na &ldquo;ponta da l&iacute;ngua&rdquo; e simplesmente ponho as palavras em frases e arrumo as frases para fazer um texto que possa ser compreendido. Hoje n&atilde;o, simplesmente tive vontade de escrever, mas n&atilde;o tenho um assunto pensado&#8230; ent&atilde;o gente, cuidado, pois esse post pode ir longe! <br />Uma das coisas que me motiva a escrever s&atilde;o os coment&aacute;rios. Todos eles. Qualquer um que seja aproxima muito aquele que escreve desse que lhes escreve. &Eacute; uma boa sensa&ccedil;&atilde;o. <br />Bem, deixe-me pensar nas novidades&#8230; Aqui, como dito no &uacute;ltimo post, n&atilde;o tem tido tantas assim, pelo menos das concretas, das que realmente ocorreram. Tem as que est&atilde;o para ocorrer, mas essas n&atilde;o s&atilde;o novidades e sim planos. <br />Cancelamos, ou melhor, transferimos as nossas passagens de volta para o Brasil de agosto (dever&iacute;amos ter voltado essa semana) para o &uacute;ltimo dia poss&iacute;vel, que &eacute; 3 de fevereiro. E ficamos surpresos pois n&atilde;o havia v&ocirc;os dispon&iacute;veis para S&atilde;o Paulo por causa de lota&ccedil;&atilde;o nas aeronaves! Marcamos um v&ocirc;o para o Rio! Algu&eacute;m se habilita na carona? <br />Comecei h&aacute; duas semanas a treinar de bicicleta. Agora com uma meta principal: participar de uma prova que se chama Audax que ocorrer&aacute; no ano que vem, em julho, numa pedalada de 1.400km em cinco dias, no percurso Londres &ndash; Edimburgo &ndash; Londres. Hist&oacute;ria inventada por um amigo louco da&iacute; do Brasil que vir&aacute; para c&aacute; para fazermos juntos essa prova. <br />Iniciei aulas particulares de ingl&ecirc;s e percebi como meu ingl&ecirc;s &eacute; feio! Credo! <br />Ah isso est&aacute; ficando com &ldquo;cara&rdquo; de e-mail e n&atilde;o estou gostando. <br />Para os que disseram sobre isso: sim, estou sentindo saudades de tudo da&iacute;, voc&ecirc;s acertaram. Mas n&atilde;o estou desesperado. <br />A vida por aqui &eacute; mais &ldquo;plana&rdquo;, mais justa e isso faz uma diferen&ccedil;a enorme. Isso traz uma certa tranq&uuml;ilidade e oportunidade de planejar as coisas. <br />Enfim, escrevo para que voc&ecirc;s todos que acompanham este mal escrito e lac&ocirc;nico blog possam me sentir mais perto e para senti-los todos mais pr&oacute;ximos, nas suas manifesta&ccedil;&otilde;es. <br />N&atilde;o disse nada, n&atilde;o criei nada, n&atilde;o refleti, n&atilde;o deixei no ar, n&atilde;o supus, n&atilde;o critiquei&#8230; nada. Tenho esse direito, n&eacute;? </p>
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		<title>Reflexões daqui-praí</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 09:40:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fasamori</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[H&#225; quanto tempo! Mais de dois meses certamente desde o &#250;ltimo post por aqui. D&#225; at&#233; vergonha. N&#227;o h&#225; desculpas relacionadas a falta de tempo, nem tampouco, por incr&#237;vel que possa parecer, desinteresse pelo blog. Desde que o iniciei h&#225; mais de um ano percebi que escrever &#233; algo muito prazeroso para mim e tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>H&aacute; quanto tempo! Mais de dois meses certamente desde o &uacute;ltimo post por aqui. D&aacute; at&eacute; vergonha. N&atilde;o h&aacute; desculpas relacionadas a falta de tempo, nem tampouco, por incr&iacute;vel que possa parecer, desinteresse pelo blog. Desde que o iniciei h&aacute; mais de um ano percebi que escrever &eacute; algo muito prazeroso para mim e tem at&eacute; gente que gosta das minhas palavras. Isso &eacute; gostoso de sentir. <br />A minha aus&ecirc;ncia, no entanto, deve ser mais relacionada ao per&iacute;odo que estou &ndash; ou estamos, j&aacute; incluindo minha Ju na hist&oacute;ria &ndash; passando por aqui. Talvez as &ldquo;p&aacute;ginas em branco&rdquo; n&atilde;o escritas no blog reflitam um per&iacute;odo moroso, sem muitas novidades, sem muitas realiza&ccedil;&otilde;es pessoais. <br />N&atilde;o vou me ater &agrave; Ju e tentar descrever o que ela e eu estamos passando, pois acho que n&atilde;o &eacute; justo descrev&ecirc;-la sem certeza e ainda por cima sem autoriza&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, o que acredito que rola com este que vos escreve &eacute; estar se sentindo um tanto quanto estacionado. N&atilde;o num estacionamento de shopping Center, com centenas de carros ao redor, mas &ndash; talvez o melhor termo seja ancorado &ndash; ancorado no meio de um oceano qualquer, sem barcos, navios, botes, caiaques ou qualquer outra esp&eacute;cie de embarca&ccedil;&atilde;o ou viva alma por perto. <br />Pelo lado profissional, depois de ter conseguido vencer o desafio do emprego e ter assumido a ger&ecirc;ncia da loja me parece que tudo tem se encaixado numa rotina med&iacute;ocre. Pelo lado pessoal &ndash; ontem conversei sobre isso com a Ju &ndash; temos apenas um ao outro. Amigos aqui s&atilde;o muito diferentes dos amigos da&iacute;. N&atilde;o h&aacute; um envolvimento mais profundo com ningu&eacute;m e isso faz falta. Fam&iacute;lia, ent&atilde;o, nem se fala. Nenhum familiar por perto. Ningu&eacute;m para ir visitar, ningu&eacute;m a lhe visitar. Nenhum assunto para tratar relacionado aos delicados e estreitos la&ccedil;os familiares que formamos ao longo dos anos que vivemos pr&oacute;ximos aos nossos pais, irm&atilde;os, tios, av&oacute;s. <br />Estou come&ccedil;ando a planejar algumas coisas relacionadas principalmente &agrave;s bicicletas, coisa que me aproximei ainda mais desde que viemos para o Reino Unido. Por&eacute;m, ainda s&atilde;o planos. <br />Acho que, por melhor que estejamos vivendo por aqui &eacute; imposs&iacute;vel negar que a vida a&iacute; no Brasil apesar de mais, digamos, trabalhosa, era melhor. Talvez essa seja a resposta de uma pergunta que n&atilde;o consegui responder no come&ccedil;o do ano, feita pela ex-gerente da loja de queijos: &ldquo;O que h&aacute; no Brasil que voc&ecirc; gosta tanto?&rdquo;. Poderia responder agora: o Brasil &eacute; o meu pa&iacute;s, por&eacute;m, isso por si s&oacute; n&atilde;o sustenta essa minha admira&ccedil;&atilde;o por l&aacute;. O que gosto tanto l&aacute; &eacute; a vida cercada de fam&iacute;lia e amigos que n&atilde;o tenho aqui. </p>
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		<title>Parabéns São Paulo - Indignação</title>
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		<pubDate>Tue, 13 May 2008 20:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fasamori</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje li que foi inaugurada a ponte sobre o Rio Pinheiros (mais uma) que liga a Av. &#193;gua Espraiada (me recuso a cham&#225;-la de Roberto Marinho) &#224; Marginal Pinheiros. Parab&#233;ns a S&#227;o Paulo. Tamb&#233;m li que ap&#243;s ser inaugurada no s&#225;bado, na segunda-feira seguinte a ponte j&#225; contava com tr&#225;fego engarrafado sobre ela. Parab&#233;ns S&#227;o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje li que foi inaugurada a ponte sobre o Rio Pinheiros (mais uma) que liga a Av. &Aacute;gua Espraiada (me recuso a cham&aacute;-la de Roberto Marinho) &agrave; Marginal Pinheiros. Parab&eacute;ns a S&atilde;o Paulo. Tamb&eacute;m li que ap&oacute;s ser inaugurada no s&aacute;bado, na segunda-feira seguinte a ponte j&aacute; contava com tr&aacute;fego engarrafado sobre ela. Parab&eacute;ns S&atilde;o Paulo e parab&eacute;ns a todos os motoristas que andam sozinhos dentro de carros que comportam no m&iacute;nimo duas, mas em sua maioria, cinco pessoas. Tamb&eacute;m li que a ponte custou (ou melhor, foi OR&Ccedil;ADA &ndash; e sabemos que pode ter, &agrave;s vezes, uma pequena diferen&ccedil;a entre or&ccedil;amento e custo real) a bagatela de 233.000.000 de reais. Parab&eacute;ns a todos os cidad&atilde;os de S&atilde;o Paulo que pagam seus impostos e os v&ecirc;m indo para obras assim, que embelezam a cidade e facilitam a vida de todos. Que bom! Li mais e descobri tamb&eacute;m que nessa nova ponte &eacute; proibido andar a p&eacute; ou de bicicleta. Parab&eacute;ns novamente a toda a sociedade! Esses desgra&ccedil;ados que n&atilde;o t&ecirc;m dinheiro para comprar um carro e sair queimando gasolina por a&iacute; t&ecirc;m mais &eacute; que&#8230; arranjar outros caminhos. N&atilde;o apare&ccedil;am em nosso cart&atilde;o postal! <br />&Eacute; &oacute;bvio que escrevo com ironia. Na verdade quero exprimir minha vergonha em ser paulistano. Fa&ccedil;o uma pergunta: com esse dinheiro todo &ndash; vou repetir: 233milh&otilde;es de Reais &ndash; &eacute; poss&iacute;vel construir quantos quil&ocirc;metros de ciclovias? Quantos biciclet&aacute;rios? Quantos quil&ocirc;metros de ciclo faixas poderiam ser pintados no pavimento das avenidas? <br />Quando li em algum lugar que &ldquo;a democracia &eacute; o sistema mais justo que existe, pois cada povo tem os governantes que merece&rdquo; foi como um tapa na cara. E &eacute; como deve ser. N&agrave;o &eacute; &agrave; toa que Paulo Maluf governou a cidade n&atilde;o sei quantas vezes e que foi o deputado federal mais votado (do Brasil!) nas &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es. A sociedade paulistana quer isso. Quer entrar dentro do seu carro novo, ligar o ar condicionado e sequer pensar nos outros ao seu redor. N&atilde;o se importa em poluir o ar com combust&iacute;vel f&oacute;ssil queimado, n&atilde;o se importa de ocupar um grande espa&ccedil;o na rua &ndash; e reclama que o tr&acirc;nsito &eacute; ruim &ndash; n&atilde;o se importa com nada que v&aacute; dois metros al&eacute;m do seu umbigo, ou melhor, do radiador de seu carro. <br />Precisamos disso? As coisas mais importantes para o desenvolvimento das cidades por aqui s&atilde;o baseadas na coletividade. As prefeituras, os governos, as subprefeituras pesquisam junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o sobre o que &eacute; melhor a se fazer em determinado local. Simples. Pedem ajuda e opini&atilde;o &agrave; sociedade que &eacute; quem vai usufruir do que se prop&ocirc;s a fazer. E a&iacute;? Eu n&atilde;o fui consultado se queria que constru&iacute;ssem uma ponte com a altura de um pr&eacute;dio de 46 andares para servir de cart&atilde;o postal &agrave; Rede Globo! Fico indignado. <br />Parece que temos uma necessidade incontida de mostrar para todos que somos (ou achamos que somos) ricos, emergentes, ex-subdesenvolvidos e fazemos coisas assim. <br />Logo mais escreverei dando os parab&eacute;ns a S&atilde;o Paulo por ter andado tanto na contra m&atilde;o da hist&oacute;ria e finalmente ter estacionado, literalmente, pois logo ser&aacute; imposs&iacute;vel andar de carro por a&iacute;. SE LIGA!!! </p>
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		<title>Feliz ano novo para você</title>
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		<pubDate>Thu, 01 May 2008 00:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>fasamori</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Pois &#233;&#8230; Abril se foi e com ele um ano inteiro. Trezentos e sessenta e seis dias para ser mais exato. Parece agora t&#227;o pr&#243;ximo. Tudo ainda t&#227;o vivo em minha mem&#243;ria. Mais recente que alguns dias que vieram depois daquele trinta de abril de 2007. Muita euforia, muita d&#250;vida, muita incerteza. Deixava o Brasil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois &eacute;&#8230; Abril se foi e com ele um ano inteiro. Trezentos e sessenta e seis dias para ser mais exato. <br />Parece agora t&atilde;o pr&oacute;ximo. Tudo ainda t&atilde;o vivo em minha mem&oacute;ria. Mais recente que alguns dias que vieram depois daquele trinta de abril de 2007. Muita euforia, muita d&uacute;vida, muita incerteza. <br />Deixava o Brasil no meio do feriado que ca&iacute;a na ter&ccedil;a-feira. Um dia ensolarado, quente, com os amigos &agrave; volta. Sa&iacute; de casa aos prantos ap&oacute;s abra&ccedil;ar o Paco, meu amado Amigo, leg&iacute;timo Vira-Latas, preto como a noite e deix&aacute;-lo com uma carinha perplexa a me olhar saindo pela porta da frente. Fui com a Ju comer uma &uacute;ltima picanha para ficar com gosto de Brasil na boca. <br />No aeroporto os amigos e a fam&iacute;lia &agrave; volta. A despedida foi dif&iacute;cil. Senti-me preso ap&oacute;s adentrar ao corredor de embarque do aeroporto de Cumbica. Preso nos sentimentos, privado da liberdade de poder olhar para todos que deixava por l&aacute; (ou por a&iacute;) por mais uma vez, privado de acenar e dar um &uacute;ltimo (mais um) tchauzinho. Uma solid&atilde;o imensa que s&oacute; seria quebrada mais de quarenta dias depois. Estava completamente sozinho. Senti-me completamente desamparado, quase desesperado, muito desnorteado. Por sorte ou n&atilde;o, havia n&uacute;meros e setas indicando as dire&ccedil;&otilde;es para que pegasse o avi&atilde;o e voasse at&eacute; Portugal. A&iacute;, o resto &eacute; hist&oacute;ria, que o pr&oacute;prio blog j&aacute; conta a voc&ecirc;s. <br />Por&eacute;m, fica no ar o que ser&aacute; escrito daqui pra frente&#8230; Muita coisa mudou. N&atilde;o me considero mais o mesmo cara de um ano atr&aacute;s. N&atilde;o melhor, n&atilde;o pior, apenas diferente. Muito mais seguro das coisas, mais dono de meus passos. Sempre pensei nas horas de desafios, de encarar alguma coisa mais dif&iacute;cil por aqui: &ldquo;cara o que voc&ecirc; tem a perder? J&aacute; fez o mais dif&iacute;cil de tudo, que foi deixar seu pa&iacute;s com seus amigos e fam&iacute;lia pr&aacute; tr&aacute;s. Passou mais de um m&ecirc;s num pa&iacute;s estranho sem a sua alma g&ecirc;mea que te d&aacute; a for&ccedil;a que voc&ecirc; tanto necessita. Vai l&aacute; e encara essa, que maior do que tudo isso, nada ser&aacute;!&rdquo;. E deu certo. Comparando com isso, tudo o que vivi e enfrentei at&eacute; agora foi menor. N&atilde;o menos importante, pois tudo me ensinou. Cada coisa a seu tempo, cada hora uma pequena parte. <br />Tem vezes que bate uma saudade grande. Nosso clima, nossa gente, nossos costumes. Tudo substitu&iacute;do. Por&eacute;m, o que seremos sem experimentar? O que ser&iacute;amos sem arriscar, sem ousar, sem desafiar? N&atilde;o sou um desbravador, um pioneiro, nada disso. Simplesmente estou fazendo o que deu na telha e buscando a felicidade que todo o mundo busca, que diga-se de passagem, come&ccedil;o a perceber que n&atilde;o est&aacute; aqui na Esc&oacute;cia, n&atilde;o estava em Portugal, na It&aacute;lia, nem mesmo no Brasil. Certamente ela est&aacute; dentro de cada um de n&oacute;s, em qualquer lugar que estejamos. Happy new year para todos n&oacute;s! </p>
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