BLOG DO FÁ SAMORI

As experiências, sensações e aventuras de alguém que saiu do Brasil para experimentar o mundo.

25

de
agosto

O que é a vida para você?

Há quem diga que a vida é amarga. E para esses deve ser mesmo.
Há quem diga que a vida é um período pelo qual você passa: nasce, cresce, começa a trabalhar, casa, tem filhos, cria-os, se aposenta e espera pela morte sentado com a boca cheia de dentes (se sobrou algum) e a sala com netos barulhentos quebrando as coisinhas que você comprou ao longo da vida e hoje servem como lembranças de uma viagem, de um período de férias.
Há quem passe por toda a vida esperando a sua chance. E esperam. Esperam e quase cansam de esperar… e a chance nunca aparece. Morrem e a vida passou, mas a chance esperada nunca.
Há quem espere da vida tudo o que imaginou que ela lhe traria, mas esqueceu-se que todo o imaginado envolvia pessoas e pessoas, bem… Cada pessoa espera da sua própria vida o que bem entender. São poucas, ou problemáticas, as que vivem em função de outrem. Isso pode ser até definido como um tipo de relação ecológica.
Há aqueles que não se bastam e precisam envolver outras pessoas para projetar seus anseios, suas ansiedades, suas frustrações, suas vontades.
Há também os egoístas que realmente não se importam com muita coisa, além de si mesmos. Não se importam se alguém está feliz, se alguém faz o que gosta de fazer. Isso não interessa a esses. Se não convertem algum benefício direto ao egoísta, não prestam e ponto final.
Há quem viva a vida inconseqüentemente e arriscam as suas próprias vidas e as de outros. Esses são egoístas? Talvez sim, talvez não. São inconseqüentes e um dia provavelmente se depararão com as mazelas criadas por seus atos.
Há quem cobice, há quem inveje, há quem invente, há quem extrapole, há quem se subverte, há quem estude, há quem trabalhe muito, há quem não goste de trabalhar, há quem julgue por impressões próprias, há que analise profundamente para tirar uma conclusão, há os espontâneos, os explosivos, os sortudos, os azarados, os falsos, os verdadeiros, os bitolados, os largados, os certinhos, os que planejam, os ricos de bolso, os ricos de alma, há todo o tipo de gente e em todo o tipo de gente há todo o tipo de sentimentos.
Acredito que cem por cento das pessoas, se não fazem atualmente, já tentaram fazer alguma coisa boa, para si próprios ou para os outros. Vivemos num mundo cheio de desigualdades, de violência e injustiças, concordo com quem pensou isso. Porém, não tentando defender ou posicionar-me do lado de ninguém, mas já pararam para pensar que sempre, sem nenhuma exceção, os bandidos e os mocinhos tentam fazer o que cada um julga ser o certo? A ótica de cada um dos lados pode ser distorcida, mas para a realidade de cada um deles, estão fazendo o certo.
É fácil exemplificar isso usando algo muito em voga hoje em dia, um ataque terrorista. Os ditos terroristas defendem seus ideais e acham que o que fazem é certo. Julgam até sagrado. A ótica é distorcida para quem é o atacado, mas as intenções dos atacantes são absolutamente justificáveis para eles próprios.
Quem é o mal, quem é o bem? Quem é bom, quem é mau? Depende.
Depende de quem vê, quem julga e quem participa.
Tudo isso é uma grande falácia e serve, na minha modesta forma de pensar, apenas para tentar exprimir uma coisa que, essa sim é comum a todos: todos vivem a vida da maneira que mais acreditam que serão felizes. Se você acha que não será feliz da forma que vive, meu amigo, passou da hora de dar-se um jeito, não acha?

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