9
de
dezembro
Gosto nao se discute
Ter uma propriedade em Londres é algo muito valioso. Não apenas pelo valor do imóvel em si, mas porque é um bom investimento. O mercado imobiliário londrino vem se expandindo a passos largos há cerca de dez anos. A especulação imobiliária é grande e os preços, por conta disso são bastante elevados. Quem compra uma casa por aqui ou quer fugir do alto preço do aluguel, ou quer fazer o que eles chamam de “buy to let” (comprar para alugar) ou, então ambos, alugando um ou dois quartos da própria casa.
A casa onde alugamos o quarto para ficarmos durante o mês entre o trabalho em Mallaig e a volta ao Brasil é um sobrado típico das áreas mais afastadas do centro londrino, com uma grande área de quintal nos fundos (que é maior que a área construída da casa). Entra-se, obviamente pela porta da frente, situada à esquerda da casa e que dá num pequeno hall de onde parte a escada para o andar superior, do lado esquerdo. Ainda do hall tem-se acesso à cozinha, que já delimita o fim (aos fundos) da área construída e outros dois cômodos à direita: um ao lado da cozinha, portanto nos fundos da casa e outro, o que seria a sala da frente. Todos fechados e bem delimitados por paredes e portas.
No andar superior, assim que sobe-se a estreita escada, à esquerda há o único banheiro da casa, com chuveiro, banheira e sanitário, que situa-se sobre a cozinha; á frente tem-se um quarto situado sobre o cômodo inferior dos fundos; um pouco à direita um quarto (o que alugamos) que situa-se sobre a “sala da frente” e totalmente à direita um outro quarto, localizado sobre o hall de entrada. Todos os pisos são feitos de madeira, porém, em todos os lugares da casa há revestimento de carpete, inclusive no banheiro. Na cozinha, porém, o piso de madeira é revestido por um tipo de lajota feita de plástico, acredito que PVC.
Em todos os ambientes há enormes janelas, sendo que todas as voltadas para os fundos da casa (cozinha, cômodo do fundo, banheiro e quarto do fundo) têm as vistas mais privilegiadas, d’onde avistamos ao longe Canary Warf, muitas casas, a linha do trem e todo o quintal. A vista dos cômodos da frente dá para a rua e é bloqueada pelas casas do outro lado. Se não fossem elas teríamos uma maravilhosa vista do parque Lesnes Abbey, que conserva uma imensa área verde e situa-se aos fundos daquelas casas.
As cores da casa chamam a atenção: por fora nada de mais, um amarelinnho discreto. Por dentro, nos ambientes comuns, a mesma cor, porém, com o revestimento de papel de parede de uma cor ocre, quase castanha e com texturas até a altura de cerca de 1 metro do chão. O carpete é quase da mesma cor do papel de parede, porém um pouco mais claro. Nos quartos isso muda: no nosso o carpete é lilás e faz conjunto com as paredes da mesma cor, porém, um pouco mais claras. Os armários amarelos com puxadores das portas e gavetas lilases dão o tom, digamos “new wave” ao ambiente. Os outros quartos são piores: carpetes cor-de-rosa fazem conjunto com as paredes do mesmo tom, porém, são ladeados por rodapés rosa-choque e os armários são lilases. Um horror!
Não é uma casa pequena, é uma casa boa e quente: todas as janelas possuem duplo vidro e vedam a entrada de vento, todos os ambientes possuem aquecedores daqueles que funcionam com a passagem de água quente. Apesar das cores e da falta de um sofá para sentar-se e encostar confortavelmente e de uma mesa para se fazer as refeições é um local confortável e o valor que pagamos é bem em conta, comparando, obviamente com os imóveis daqui: oitenta e cinco pounds por semana.
Ah claro, ia-me esquecendo, pois acho que já estou acostumando: todas as portas, sem exceção, abrem para o centro dos ambientes. Acho que vou modificar as portas da nossa casa no Brasil para não estranhar! Ô coisinha de inglês!


Comentário por Fabi — 11 de dezembro de 2007 (15:31)
Parede lilás? carpete lilás? roda pé rosa choque??? aff….rs
Comentário por Selma — 15 de dezembro de 2007 (0:35)
Que bom que o quarto de vocês era lilás… é uma cor que descansa e além disso, afasta energias negativas…
É super calmante!