12
de
agosto
Rickshaw III Epílogo
Uma mistura de frustração, descontentamento e cansaço se instalaram em mim. No português claro, no trabalho com o rickshaw, o buraco é mais embaixo. Não se ganha dinheiro trabalhando de dia e transportando turistas de um ponto turístico a outro. Sim isso acontece, mas os altos ganhos que os riders tiram semanalmente vêm dos trabalho nas madrugadas. Havia feito pesquisa dos locais mais interessantes, tinha em meu rickshaw uma coleção enorme de panfletos de pontos turísticos. Estava pronto para apresentar a quem é de fora algumas atrações de Londres e com isso ser uma espécie de guia. Uma forma de ganhar mais gorjetas, pedalar e conhecer ainda mais a cidade.
Mas infelizmente não era nada disso. O trabalho dos caras maltrapilhos é pesado e digno. Eles precisam ser bons para conquistar os clientes e levá-los onde querem. Precisam ter força, dominar o inglês, ,etc.. Tenho tudo isso, porém, não gostei de transportar ingleses bêbados para estações de metrô, de trabalhar de madrugada. O modo de vida dos riders é diferente do meu. Têm outra idade, estão curtindo a noite, não trabalhando. Simplesmente não me adaptei.
Nada que me faça mal. Como raciocinei no começo: “se não me adaptar devolvo o ‘brinquedo’ e toco a vida para fazer outra coisa que tenha mais a ver comigo.” That’s it. Lets go to see what the life give to me!


Comentário por Selma — 14 de agosto de 2007 (2:12)
The life gave to you the most important: the love from all the persons that you know and knows you. (excuse my English)
E de quebra ainda uma viagem para o exterior para melhorar ainda mais a parte humana e sensível (sem bichismos) que você tem.
Que a vida continue a dar a você e à Ju a índole boa, o espírito aventureiro, o ecochatismo e muita experiência, além de grana, claro!
Bjs.